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Texto: A dança como arte

por Fábio Gomes Paulino

Não há quem não sinta seus olhos se renderem a contemplar uma dança. Os movimentos dos corpos, a leveza das mãos, os olhares que se cruzam e se perdem, os pés.... ahhh os pés..., como mãos que tocam um céu que fazemos o salão se transformar quando dançamos com verdadeiro prazer e sentimento.
Movimentos executados com rapidez e lentidão renunciam a contrariedade que tem entre si, para juntos expressarem como os opostos se atraem e compõe uma equação lirismo e paz.
Dançar é uma arte. De acordo com o manifesto das sete artes, criado em 1911 por Ricciotto Canudo, mas, somente publicado em 1923, tratava de listar cada arte e identificar em cada uma um elemento básico que as caracterizava.
Este Italiano, crítico de arte que viveu a maior parte da vida em Paris, teve sua lista atualizada para os dias de hoje. São consideradas 11 artes, ficando assim:
1.    Música (som);
2.    Dança/Coreografia (movimento);
3.    Pintura (cor);
4.    Escultura (volume);
5.    Teatro (representação);
6.    Literatura (palavra);
7.    Cinema (integra os elementos das artes anteriores somado a 11ª).
8.    Fotografia (imagem);
9.    Banda desenhada (No Brasil, História em Quadrinhos);
10.    Jogos de Computador e de Vídeo (alguns jogos integram elementos de todas as artes anteriores somado a 11ª, porém no mínimo, ele integra as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª arte somadas a 11ª desde a Terceira Geração dos Videogames);
11.    Arte digital (integra artes gráficas computorizadas 2D, 3D e programação).
Todas as artes são canais para que os artistas exprimam suas percepções, sentimentos, emoções e idéias. Ao dancar somos como artistas, que em sua forma simples, desconhecida e silenciosa de cada um, expressam a vontade de serem mais felizes, a busca pela leveza de espiríto, pela elevação da alma, um revigoro de ar para os pulmões e um novo compasso para os pés e o coração.


Fábio Gomes Paulino é aluno de dança de salão e formado em Comércio Exterior e pós-graduando em Liderança e gestão de pessoas