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Textos

Os textos, comentários ou mensagens aqui publicados na integra, muitos a pedido dos autores, não são necessariamente a opinião do administrador e proprietário do site bhdancadesalao.com.br. As publicações obedecem ao propósito de estimular o debate das questões sobre a Dança de Salão e de refletir as diversas tendências do pensamento da comunidade.

Texto: O ciclo da dança de salão em nossa vida

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

Quem acredita que a dança é apenas uma forma simples de entretenimento está completamente enganado.
Tribos de todas as esferas já utilizavam rituais de dança para agradecer, exaltar, pedir a séculos!
Dança a dois está presente em várias fases de nossa existência, e tem a capacidade de envolver os membros principais do nosso campo de convívio.
Vamos começar citando as festas de quinze anos e a preparação da dança pela debutante: a valsa não está “démodé”, mas independente do ritmo escolhido, o mais importante são as emoções envolvidas. Família e amigos reunidos, presenciando que um ser amado cresceu e através da dança compartilha esta alegria e dádiva dançando com o pai, avós, tios, padrinhos, primos, amigos e namorado.
Os jovens, sempre muitos hormonais com a pulsão natural da vida, encontram amigas e namoradas em eventos de forró, samba e para quem sabe dançar nestas horas a diversão é garantida.
O tempo passa e noutro momento especial a dança de salão está presente: o casamento. Casais apaixonados preparam com muito carinho, através de uma música que faz parte de sua história, movimentos interligados como expressão de amor e transmitem esta magia para seus convidados e parentes.
O tempo não para e casais maduros procuram uma atividade prazerosa a dois, que lhes façam sair da rotina e mais uma vez a dança social está presente. Neste meio, fazem amizades com outros casais, aumentam os seus eventos sociais e principalmente a cumplicidade de um com o outro. Outros casais querem reviver e reafirmar o momento que optaram por viver juntos e em suas bodas (25, 30, 50 anos de casado) também preparam uma linda coreografia!
Aqui vale ressaltar que muitas pessoas solteiras, por opção ou circunstância, também encontram na dança o poder de levantar a estima e interagir e convenhamos, a quantidade de mulheres nesta situação em toda faixas de idade é enorme.
A terceira idade, sem sombra de dúvida, é a mais privilegiada nesta modalidade. Por recomendação médica, esta faixa de idade necessita de atividade diária de baixo impacto e aí meus caros leitores, a dança de salão não tem preço!
Senhores e senhoras se enfeitam, passam perfume, colocam sua melhor roupa, e deslizam nas pistas de dança com um sorriso de fazer inveja a muitos jovens.
Muitos já perderam seus companheiros por morte ou por divórcio, mas a necessidade, principalmente para as mulheres, fez com que aparecesse o personal dancing e problema resolvido.
Seres humanos precisam de sorriso, contato, equilíbrio, disciplina, saber orientar e ser orientado, ouvir e ser ouvido e principalmente servir. A dança de salão permite alcançar vários objetivos de forma lúdica. Além disto, juiz de direito dança com faxineira, letrado dança com semi analfabeto, jovem com idoso. É o segmento mais democrático que conheço. As pessoas que ainda não conhecem a dança de salão deveriam se permitir e sonhar ser um grande pé de valsa!
Ouvir a música, fechar os olhos e rodopiar no sentindo anti-horário nas pistas... a dança transforma a vida da pessoa.
Falando em rodopiar, acabo de me lembrar do movimento circular do espermatozoide em volta do óvulo. Esta é realmente a primeira DANÇA.

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Texto: Experiência única

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

As memórias às vezes nos enganam, mas acho que o que vou relatar aconteceu na seguinte ordem: Há muitos anos, fui chamada por Baby Mesquita para dar aula no Clube do Sargento. Nesta época, ainda não existia a extinta escola Primeiro Passo, e muito menos a Mimulus e o Pé de Valsa.
Por sinal, a ordem cronológica das primeiras academias de dança de salão em Belo Horizonte está citada acima.
Trabalhei um pouco com esta mulher visionária e depois, por questões pessoais, resolvi trabalhar com Carlinhos e Raquel em um Bar na Avenida Afonso Pena que chamava Brooks, se não me engano.
O tempo passou, inaugurou-se a Mimulus  e depois de um ano o Pé de valsa surgiu.
Desde esta época, tenho contato com a Baby e trocamos experiência. Que a verdade seja dita: tenho certeza que mais aprendi do que ensinei.
Sempre brinco com ela que seu filho Jomar tem que "ajoelhar no milho" em agradecimento à sua parceria de trabalho e... quem dera se todas as empresas de dança de salão tivessem uma Baby em suas vidas!
Concorrentes leais somos, a ponto de ser convidada para expor meu livro em sua respeitável nacional e internacional academia Mimulus. No meio do baile, esta mulher maravilhosa pediu silêncio e elogiou o livro e a minha pessoa! Estas palavras não têm preço.
Momentos como esse - em que a união faz a força para elevar a nossa arte de dançar a dois em um patamar de qualificação e respeito - nos dá motivação para continuar o nosso trabalho com dignidade e esperança!.
Além disto, dancei com cinco dançarinos maravilhosos (Léo, Antônio, Eduardo, Fernando e Kelvin). Espero não ter esquecido ninguém.
Tive o prazer de conhecer a neta da Baby, Nina, filha de Jomar e Paulinha e ainda alunos locais e de outros estados que já aprenderam com mestres consagrados a transformação da dança de salão em suas vidas.
Obrigada Mimulus, Jomar e equipe, e principalmente, obrigada Baby!
Aqui fica registrada minha eterna gratidão...

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Quanta inocência

por Elaine Reis: proprietária e professora de dança de salão da Academia Pé de Valsa

Quando se é jovem, tudo é perfeito e a doce ilusão de que nada pode te acontecer é uma realidade absoluta. E as experiências dos mais velhos não são escutadas....
Uma vez li que as pessoas inteligentes aprendem com seus próprios erros e os sábios aprendem com erros dos outros. Quem dera que fôssemos sábios...
Estou careca de falar para quem está em processo de formação na dança de salão, ou melhor, para quem almeja no fundo da alma trabalhar com a arte de dança de salão para ter foco!
Muitos entram deslumbrados com as apresentações, aplausos, etc, mas desconhecem (com raríssimas exceções) que o nosso sustento se dá através do  ensino desta atividade, e não dos shows/espetáculos.
Os iniciantes e sonhadores, na flor da idade, fazem loucuras em seus corpos com ensaios frenéticos para apresentações de dança sem nenhuma preparação corporal. Não têm noção da consequência.
Nós só começamos a perceber certos membros e músculos do corpo quando eles começam a doer. Isso é uma realidade tão óbvia e tão esquecida... depois não adianta reclamar. Nosso presente é reflexo do nosso passado.
Descrevo agora a seguinte cena: ano 1996, quinto ano de aniversário da Academia Pé de Valsa, banda ao vivo Super Som C&A, companhia do mestre Jaime Arôxa, (Bianca, Adílio, Renata, Cristóvão, Drica, Érico, Raquel, Rogério, etc), turma da pesada.
Nesta época, não se fazia nenhuma preparação de fortalecimento muscular e, como de costume, tínhamos preparado exaustivamente uma apresentação de dança.
Tirando a tremedeira de dançar antes do mestre e sua bárbara equipe, o cansaço de preparar os detalhes do evento o dia inteiro e o medo da fiscalização do ECAD que consome o seu lucro, só faltava respirar fundo e se concentrar na apresentação.
Fácil não foi e, desta vez, uma queda no final da apresentação...!
Diagnóstico: fratura por stress no metatarso nos dois pés, no mesmo dedo. (Pelo menos, caí equilibrada, rsrsrs! Só rindo mesmo!). Resultado: um mês e meio com duas botas, sem dar aula, filho com um ano e meio e muitas visitas dos alunos queridos.
Hoje, depois de 17 anos, sinto os meus pesinhos todos os dias e... dou graças a Deus de ainda poder dar aula!
Enfim, pessoas que querem trabalhar com dança de salão: foquem, pensem, cuidem! Você agora é a semente de seu futuro e também a perpetuação da nossa arte.


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Texto: A valorização começa em frente ao espelho

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

Na minha empresa, gosto e faço questão de fazer uma parte do serviço administrativo: tirar notas fiscais, contabilizar o estoque do bar, fazer o caixa de pagamento dos alunos, atender telefonemas, enfim, a rotina diária há anos. E o faço com muito orgulho!
Um dia desses, recebi uma ligação que me faz questionar sobre a prestação de nossos serviços. A mulher se identificou como secretária de uma grande universidade particular. Prefiro não citar o nome, mas sei da existência desta faculdade em várias capitais brasileiras. Diz que foi indicada por uma ex-aluna que na hora reconheci quem era, apesar da mesma ter saído da academia há muitos anos. Por sinal, foi uma aluna muito querida da época.
Disse que a faculdade faz um trabalho com a terceira idade e soube que eu tenho um trabalho parecido e que necessitava de minha ajuda.
Um arrepio me passou pelo corpo ! (Acho que, no fundo, já sabia que não ia gostar nadinha...) Fiquei em silêncio, respirei fundo e ela continuou.
Disse: "Tenho um evento em novembro com mais ou menos 280 pessoas, na maioria mulheres e gostaria que seus dançarinos viessem animar a festa, se possível uns 10."
Eu, ainda em silêncio, e ela continuou relatando que não tinha verba para pagar o serviço e que tinha uma ótima contraproposta para me oferecer. Disse que eu poderia fazer uma divulgação, colocando banner, panfletos, propaganda da academia na faculdade.
A minha vontade era de falar tanta coisa, mas só respondi perguntando: "qual é a data da festa?"
Ela disse a data e, para meu alívio, o baile seria em uma quinta-feira. Expliquei que não poderia atendê-la, pois era dia normal de trabalho da escola de dança e os dançarinos estavam ocupados.
Pensei com meus botões: "Graças a Deus, desta já estou livre!"
Para a minha frustração, o diálogo continuou......
A secretária disse: "Que pena... Então você poderá me ajudar de outro jeito. Tenho uma palestra na semana que vem para este mesmo projeto e você poderia mandar, mais ou menos de dois a três casais para fazer um apresentação abrilhantando a solenidade, e traga alguns cartões e panfletos para fazer propaganda, pois, como disse, não temos verba para remuneração."
Mais uma vez respirei fundo e fiz questão de responder com muita calma, o que normalmente não é de meu feitio: "Cicrana, não quero parecer indelicada, mas a minha experiência já me mostrou que proposta de parceria como esta não traz nenhum resultado positivo para a academia. Além disto, teria que contar com a boa vontade de vários profissionais que levam muito a sério o seu trabalho. Agradeço a sua oferta, mas não é de nosso interesse."
A mulher ficou brava e eu senti a sua raiva do outro lado da linha ao desligar o telefone.
Muitos, muitos “profissionais” aceitam este tipo de permuta. Então não podemos reclamar, pois esta é uma realidade.
Gostaria de ressaltar que trabalhamos sem remuneração para eventos beneficentes que acreditamos na causa e nestas ocasiões não esperamos nada em troca.
Quando somos tratados sem respeito por muitas pessoas e entidades não consigo parar de pensar nas horas gastas para criar uma coreografia, dos ensaios maçantes dos dançarinos para ficar perfeito, nas contusões praticamente que diárias, nas fisoterapias intensivas, na compra de antiflamatórios e analgésicos, na pesquisa do figurino, na procura dos tecidos e aviamentos, nas despesas com transporte, alimentação, na necessidade de ter um bom calçado, perfume, lenço, um figurino que atenda o traje de cada evento, nas aulas de aprimoramento constante e na dignidade de viver de arte e dança.
Somos responsáveis!
Você já se olhou no espelho hoje?


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Texto: Regra e excessão

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

Faço muitas brincadeiras quando estou dando aula, principalmente se for coletiva. Assuntos sérios muitas vezes são colocados de uma forma engraçada e lúdica e também coloco uma pitada de malícia.
Nesta última semana, estava convidando os alunos para prestigiarem um determinado baile da academia e pedi com muito carinho que os cavalheiros da turma comparecessem, pois os bolsistas iriam trabalhar como personal dancing em outro evento. Não é legal quando coincidem festas no mesmo dia, mas infelizmente estas coisas fogem do nosso controle.
Cheguei a implorar a presença dos alunos do sexo masculino e um deles me perguntou: "Professora, porque as mulheres só estão dançando duas músicas? Será que elas estão achando que a terceira música engravida?"
Risadas de todos os lados surgiram, os tímidos arregalaram os olhos, e eu dei uma boa gargalhada. Na mesma hora, perguntei aos outros cavalheiros se este fato era comum e eles responderam que sim. Pensei na mesma hora: a exceção está virando regra, que loucura...!
A empresa Pé de Valsa é bastante solicitada para atender a demanda de clubes e festas particulares para o serviço de personal dancing. Nestes casos, como o número de mulheres é gigantesco, foi estipulado a regra que cada dançarino só pode dançar duas músicas com cada dama, pois assim consigo atender a grande demanda.
Não tinha conhecimento que, por causa desta regra, as próprias mulheres estavam se privando de dançar mais tempo com um cavalheiro “normal”.
Meu aluno mostrou-me uma realidade que até então desconhecia, senti que ele estava se sentido um pouco preterido, pois achava que a dama não estava gostando de dançar com ele, pois já na segunda música parava de dançar... Ai Jesus!
Cavalheiros e damas, podem dançar quantas músicas tiverem vontade! Afinal, a exceção não pode virar regra!
Eu, como mulher casada, danço duas músicas; é um critério que podemos dizer que fica na zona de conforto para meu relacionamento de 21 anos. Não deixa de ser uma outra exceção, não é mesmo?
Sei que nas milongas existem outras regras. Tanda é uma sequência de três a cinco músicas (valsa, tango ou milonga) de uma mesma orquestra e cortina é uma música de ritmo diferente para quebrar esta sequência. Normalmente, na cortina os pares são trocados; dentro de uma tanda os pares são os mesmos.
Cavalheiros e damas, podem dançar quantas músicas tiverem vontade, com a consciência de respeitar a cultura e a situação do local. E muito cuidado para a exceção não virar regra!

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Texto: Emoções sobre "Entre - Espetáculo Mimulus"

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

Entrei, arrepiei e saí em estado de êxtase! Sentimento alcançado por causa de tantos fatores, que não sei se tenho competência para comentar, mas, como dizem que sou muito corajosa, aqui está.
Primeiro a minha gratidão particular por me proporcionar um momento ímpar, meu sinto muito por a classe da dança de salão não exteriorizar esta comoção, em sua maioria.
Por onde começar? Bem, o trabalho criativo é impecável. As imagens, a percepção sonora, o figurino, a plasticidade dos movimentos, a leveza de acabamento dos dançarinos, ficarão em meu pensamento para sempre.
Como esquecer o pulsar acelerado do meu coração quando sentia a diferença musical quando os anjos, ao dançar, tocavam e entravam no tablado vermelho?
Como esquecer o piscar dos meus olhos ao perceber que até a cortina do fundo do cenário saiu dançando?
Como esquecer que um simples tablado vermelho se torna uma máquina de efeitos, escorregador, corda de equilibrista ou até barra de ginástica olímpica, uma cama sedutora, uma rua de acesso dinâmico, um banco de acento múltiplo e até um caixão? (Será que viajei demais na maionese?! Rsrs!) Bem, pra mim, a arte é isto, sentir sem ter culpa!
Como esquecer o arrepio de meus cabelos ao sentir o calor da luz de um objeto que não tenho palavras para definir?
Dançarinos maduros com plena consciência de sua responsabilidade e de sua escolha profissional, capazes, ferozes, astutos e principalmente com uma capacidade de transmitir amor no sentido mais pleno desta palavra, doação. Doação à arte!
Saí orgulhosa de ver artistas mineiros expressando e representando tão bem a nossa cidade, estado e Brasil!
Sou uma cidadã comum que trabalha para cidadão comum, sem falsa modéstia com muito orgulho, amor e dignidade e digo: vocês são artistas de primeira grandeza.
Parabéns Baby, Jomar e toda a casa Mimulus!


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Texto: Odontologia: Sorriso! Dança de Salão: Toque!

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

A odontologia tem a missão de formar profissionais que cuidam de um dos maiores poderes que o homem possui: o SORRISO.
O poder do sorriso move montanhas. Sorriso demonstra educação, traduz um estado de espírito e também é uma forma de comunicação bastante relevante para a evolução de nossa espécie. Aliás, importante ressaltar que o ser humano é o único animal que sorri.
Portanto, a importância deste profissional “deveria estar escrito nas estrelas”!!!!
Mas nem tudo são flores. Todo trabalho provoca um desgaste físico e psíquico - dependendo do trabalho, menor ou maior - àquele que o realiza.
Dessa forma, a prática odontológica provoca estresse físico (coluna, ombros, braços) e mental. Existem fatores que contribuem para a existência dos problemas físicos: falta de intervalos entre atendimentos, falta de alongamento, longa jornada de trabalho, postura inadequada.
Quanto aos problemas mentais, estes são provocados por alguns fatores, dentre eles: a vivência diária em um ambiente normalmente muito pequeno (sala de atendimento), focado em uma parte ainda menor: a boca do paciente. Ou seja, exige-se muita concentração durante um longo período de tempo. Outra questão é fato de o diálogo e a troca de informações com o outro nesta profissão ser quase mínima, já que o paciente na maioria do tempo não tem condições de falar; isto sem contar que no imaginário coletivo já existe uma repulsa ao barulho do 'motorzinho do dentista' gerando, infelizmente, uma aversão ao toque.
Aliado ao sorriso, o TOQUE é outro grande poder, quando vem associado à sensação de paz, segurança e conforto. E este toque pode ser adquirido na dança de salão (também chamada de dança social), podendo ser um grande aliado ao cirurgião dentista.
A dança de salão é uma atividade importante que tem a capacidade de harmonizar os principais aspectos que necessitamos para termos uma boa qualidade de vida em várias áreas: social, ambiental, física e emocional.
O toque, o sorriso, os movimentos corporais e a música são perfeitos para ajudar a aumentar a nossa imunidade, muitas vezes ameaçadas pela profissão.
Quando dançamos a dois, aliamos os passos trazendo uma consciência corporal provocando a melhoria da postura de uma forma lúdica. Quando rodopiamos pelo salão, nos sentimos livres no espaço e no tempo.
Braços entrelaçados, conversas com risadas, contato com alegria, tudo isso emana uma paz interior que beneficia principalmente quem busca uma explosão de sensações, normalmente aprisionada pela conjuntura da vida.
Nada mais merecido para o profissional que é responsável pela beleza do sorriso de também ter o direito de sorrir ao tocar a sua alma com os benefícios de movimentos sincronizados, liberdade de improviso, música estimulando a expressão de sentimentos. Enfim, muita dança de salão que tem o poder de mudar o seu humor e principalmente a sua rotina
Siga seu impulso na batida do seu coração!


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Texto: Dance bem, dance mal, mas dance sempre!

por Elaine Reis - proprietária e professora de dança da Academia Pé de Valsa

Primeiro texto de 2013!
Reverencio e, desde já, agradeço a oportunidade de mais 365 dias de aprendizado e conquistas neste novo ano! Bem, assim espero e creio!
Na noite de reveillon, tive a chance de ficar analisando a atitude de vários casais dentro de um evento gigantesco com diversos ambientes de dança.
No ambiente de cabeça de prata, basta começar os primeiros acordes da banda que os casais já estão a postos em seus rodopios pelo salão, sem timidez. Personagens que viveram os anos dourados são capazes de ficar a madrugada inteira com seus passos adquiridos pela vida ou por escolas especializadas. Os pares que dançam sem medo dos espectadores de plantão os poucos passos que sabem, com uma resistência de dar inveja a muitos maratonistas.
Num ambiente familiar, crianças tropeçam nos pés das cadeiras e mesas espalhadas em um espaço gigantesco. Mulheres e mães chegam com tábuas de frios, vasilhas de nozes, damasco e taças e garrafas de vinho, champanhe. Banda eclética com repertório musical maravilhoso: grandes orquestras, um pout porri das décadas passadas, rock, samba, forró, axé, funk, música sertaneja e internacional atualizada. Enfim, nesta mistura maravilhosa, as pessoas deste ambiente chegam comportadas em relação a dança, mas a energia musical é tão grande que em pouco tempo já levantam da cadeira e ficam a beira da mesa sacudindo seus esqueletos.
Ao passar o tempo, com um pouco de bebida no corpo, os casais se abraçam, beijos modestos aparecem e uma mini simulação de dança a dois aparece. Mesmo simples, estes movimentos corporais são bonitos e de uma energia contagiante.
Entre estes dois públicos, os cabeça de prata e as famílias , aparecem os adolescentes trançado como um cometa, com vodka absolut na mão, divididos entre o ambiente de música puramente eletrônica e a banda com repertório nacional atualizado. Beijos ardentes e apaixonados, vestidos coladíssimos, saias curtíssimas, risadas altas, brincadeiras já alteradas pelo álcool e, no meio desta animação, corpos suados se beneficiam na delícia de dançar um samba e um forró ainda mais grudadinho.
Para completar esta magia, chega passando por todos os ambientes uma bateria de escola de 
samba. Os musicistas passando ao seu lado com suas passistas desnudas e com corpos perfeitos, o surdo no compasso de seu coração. Não há como um cidadão não gingar! Aí me lembro de um trecho da música "Samba da minha terra" de Dorival Caymmi: "Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé”.

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Texto: Pés Cansados

por Elaine Reis (proprietária e professora de dança de salão da Academia Pé de Valsa)

Sou movida por música. Vejo-me encarnada e fico fixada por uma determinada melodia ou letra a tal ponto que meu filho fala: "Pelo amor de Deus, você só vai ouvir isto?"
Neste campo musical, sou completamente eclética e isto serve como fonte de inspiração para a minha escrita.
Quando escutei a música Pés Cansados da Sandy foi como um soco no estômago... Toda profissão tem seus desgastes físicos e emocionais; e ser professora de dança não foge desta citação. O excesso de movimentos repetidos, a falta de consciência da juventude em executar passos mirabolantes sem uma preparação adequada para shows, exagero em saltos finos e altos sequelou em desgaste ósseo nos meus dois pés.
Hoje meus pés estão cansados e preciso manter minha rotina calçando tênis e um planejamento estratégico. Por exemplo, se tenho um casamento ou algum evento que me proponho a dançar, tenho que deixar os meus amados pesinhos de molho.
É de grande importância que gerações de artistas novatos tenham uma maior consciência da estrutura corporal, pois precisamos de todas as partes de nosso corpo saudável para manter a nossa rotina de serviço.
Mas erros são erros, temos que aceitá-los e nos perdoar. Precisamos ter um olhar positivo e arrumar uma solução para o problema da vez... Isso é a vida!
Emocionalmente falando, a música citada acima me fez pensar como é importante a gente amar o que faz e tentar, por mais difícil que seja, descobrir o que nos realiza, pois só assim teremos realmente força para superar os problemas sem virar uma doença pior, como depressão ou distúrbios mentais.
Esta dor adquirida na caminhada da vida, muitas vezes me tirou do lugar que mais gosto: “o baile”, pois a necessidade de poupar meus membros inferiores é muito grande.
Na letra da música, quando se diz: “Os mesmos pés cansados voltam para você” me dá um aperto no coração, pois sei que de alguma forma sempre voltarei com dor ou sem dor para as pistas de dança, onde é o lugar que minha alma se alimenta e, ao sair dela, estou recarregada para continuar caminhando...

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Texto: Toque

por Elaine Reis (proprietário e professora de dança de salão da Academia Pé de Valsa)

A música "Ainda bem" de Mariza Monte foi minha inspiração para escrever estas linhas.

Como professora de dança de salão, sinto-me privilegiada, não canso de falar sobre isto.

Temos o privilégio de todos os dias termos um toque de alguém em nosso corpo; homem, mulher, criança, adolescente, idoso...

Toque de acalento, de conforto, de extravasar emoções contidas durante todo o dia; para quem ensina e para quem é ensinado: é uma via de mão dupla!

Toque que faz desaparecer por alguns minutos ou horas problemas até então inesquecíveis.

Toque que repulsa pensamentos e atos que escolhemos errado no nosso livre arbítrio.

Toque que traz as pessoas se unirem em respeito mútuo.

Toque que purifica e inspira a mente para o lúdico, abstrato e o subjetivo, sem pudor, sem pecado.

Toque sustentável, sem lixo, sem reciclagem, puramente toque.

Toque sentido por dentro expressado por fora, toque amigo, sedutor, selvagem, protetor.

Toque que supera todo o entendimento, transformado em movimento e o movimento em DANÇA.

Aliado, acoplado, associado à música, o toque se expande em uma velocidade frenética e a energia liberada se faz alegria, paz sentida na alma.

A capacidade e o direito de passar isto para alguém é uma benção divina.

Você que me faz feliz........Você que me faz dançar.............obrigada!


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